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Nota de Página

Críticas literárias, opiniões, amores e desamores duma apaixonada da palavra impressa.

Nota de Página

Críticas literárias, opiniões, amores e desamores duma apaixonada da palavra impressa.

Parece ficção, mas não é... (Nada a ver com Livros!)

Junho 13, 2019

RCurvacheiro

Hoje utilizo o blog como uma plataforma para destilar a indignação que sinto.  A revolta!  A raiva!

 

Isto hoje não tem nada a ver com livros mas, lendo o que se segue, quase parece o argumento de um romance...  fantástico...  de má qualidade!

 

Imaginem um casal.  Juntos há anos, as coisas parecem dirigir-se para um fim inevitável.  O que, já de si, custa.  Muito!  Para mais quando, como é o caso, existem filhos.  Para saber com o que podem contar, ambos vão ao Banco, pedir uma simulação de empréstimo, para saber o que fazer.  A mulher pede uma simulação para 50.000€ e esta é-lhe negada.  Porquê?  Porque para todos os efeitos a sociedade assume que a guarda das crianças fica a cargo da mãe, num caso de separação, e o Banco de Portugal acha que esta mãe não tem capacidade financeira para criar dois filhos e pagar 147€ de prestação mesal (uma pequena parte do que pagará caso tenha de recorrer a um aluguer).
O pai, com condições idênticas (o mesmo ordenado base, os mesmos dois filhos), mas 5 anos mais velho que a mãe, vai ao Banco e pergunta até quanto lhe é permitido pedir.  75.000€!  Para pagar uma prestação abaixo dos 300€!  
Acontece que, estes pais, combinaram entre si ter a guarda conjunta dos filhos.  Uma semana a cada um.  Mas isso, no "Mundo dos Empréstimos" não interessa nada!  A guarda é da Mãe, assim decidiu a sociedade, por isso a mãe é penalizada e não tem direito a procurar uma casa segura e feliz para si.  

Agora digo eu, que não tenho cursos de Sociologia, Psicologia ou Direito, mas que também sou Mãe e tenho dois filhos rapazes, aos quais não quero impor ideias pré-concebidas:  Isto é altamente discriminatório!  Claro!, dirão vocês em apoio à minha indignação.  A mãe está a ser discriminada devido ao seu papel de mulher e mãe.  E sim, que isso aconteça em pleno século XXI é absurdo, ridículo e altamente perturbador, mas não nos podemos esquecer da discriminação para com este Pai?  Desde quando é que a sociedade dita qual é o tempo que o pai tem direito a estar com os fihos após uma separação?  Quem decidiu que, ao separar-se da mãe dos filhos, um pai tem automaticamente que assumir um papel secundário na vida destes?  

 

Eu estou possessa!  Pela mãe que não tem direito a refazer a sua vida, sozinha.  E pelo pai que está destinado a ser vítima de bocas e memes viperinos partilhados nas redes sociais.

Mais ainda, estou possessa por estas crianças que, estando perto de ver a realidade familiar mudar radicalmente, nem sabem bem o que pessoas sem rosto já ditaram para elas.  

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